Hoje em dia, sabemos que a mídia é o meio mais importante para se passar informações para o mundo. Ela tem várias maneiras para cumpri seu papel, seja por jornais, televisão ou rádio.
No caso dos jornais, todos eles são escritos, seja o jornal de televisão ou o de papel. A diferença é que um é falado (lido para o telespectador) e o outro deixa livre o leitor para ler como preferir. Ambos, porém, carregam um interesse por trás; isto é notado pela possibilidade que os jornais têm de escrever suas matérias e reportagens. Dependendo da imagem que cada jornal quer passar para seus leitores sobre algo, a matéria será escrita da maneira mais propícia para que esses venham a ser convencidos.
Analisando estes dois jornais, Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo, fica bem claro que há grandes diferenças entre eles; isto começa com a diferença de ênfase nas notícias dos dois jornais. Por exemplo: Governo retém 25% das verbas para a segurança (Folha de São Paulo, oito de maio de 2002).
Ao ler este título (que chama muita atenção) a população pode se interessa em ler a matéria, pois o que a sociedade mais carece nesse momento que estamos vivendo é a segurança. As pessoas, ao lerem aquela frase, vão querer saber o que está acontecendo e vão avançar na leitura.
Os jornais exploram o máximo possível de algum acontecimento para poder vender mais, este é o caso da frase grifada acima. O que ocorreu, na verdade, é que um deputado disse esta frase num contesto diferente: o governo reteve 25% das verbas da segurança para serem passadas para saúde. Independente disto ter sido bom ou ruim, o jornal destaca apenas aquilo que vai chamar a atenção da população para que esta compre o jornal, que vai sair no lucro.
O jornal Estado de São Paulo também usa jogadas de marketing para poder vender, mas o ponto que mais se utiliza para isto é outro. Seus escritores colocam fotos que estão acontecendo no mundo (guerras, por exemplo), e estas fotos apelam, por exibir pessoas mortas, crianças feridas, ou algo assim, que impressiona e faz com que as pessoas queiram saber o que está acontecendo e comprem o jornal. Daí o Estado de São Paulo é considerado um jornal mais pesado, mas este é apenas o seu recurso para venda.
Nas primeiras páginas dos dois jornais há formas de destaque que fazem uma grande diferença para algumas pessoas. Por exemplo: No Estado de São Paulo há um quadro com o tempo (clima) previsto para o dia e outro chamado suas contas que seria a compra e venda do dólar. Há um índice com os cadernos de dentro. Já a Folha de São Paulo tem sete quadros: um sobre a atmosfera (previsão de tempo para o dia) e os outros seria uma pequena introdução de cada caderno do jornal. Há também um índice, que não inclui o dólar: para quem se interessa por isso, já é um motivo para comprar o Estado e não a Folha.
Os jornais têm as notícias muito parecidas, mas o jeito da escrita é diferente, pois cada jornalista escreve de acordo com os ideais de seu jornal. As mudanças podem ser encontradas até no jeito de pontuar os textos, fazendo com que as notícias tornem-se de diferentes leituras entre cada jornal.
Uma vez que ambos jornais publicam uma edição para cada dia (são diários), as informações não têm muito conteúdo e não são muito explicativas; a leitura, aliás, deve ser rápida. O jornal sempre atualizado faz com que o leitor apenas dê seqüência naquilo que leu nos dias anteriores (sem precisar de um texto que contextualize a matéria). Dando apenas continuidade naquilo que sabe que está acontecendo no mundo, o leitor pode se acostumar com determinado jornal, e, se começar a ler sobre um mesmo assunto iniciado dias antes, talvez venha a estranhar se mudar de jornal (por causa das diferenças de texto entre as duas marcas).