Qual relação existe entre a propaganda política e o marketing?

A estratégia das propagandas eleitorais são justamente as mesmas que são utilizadas em outras propagandas; os marqueteiros políticos desejam conquistar seus eleitores pelos seus pontos fracos, e quase sempre pegam pela a emoção, realização dos outros e outras coisas que cativam as pessoas. Os objetivos da propaganda política e o marketing são os mesmos, a vitória é dada quando uma pessoa compra o seu produto e não o outro, a vitória da propaganda política gira em torno do voto, quando o voto é recebido a vitória é dada. Porém, outras coisas são envolvidas para a conquista dos votos da massa, o que ocorre é que cada tipo de propaganda atinge um grupo diferente, o importante é cada vez mais homogeneizar este grupo e deixar ele o maior possível.

A relação é a mesma com uma empresa de vendas, uma propaganda de sabão em pó por exemplo: toda casa precisa ter sabão em pó para a lavagem de suas roupas, o importante é saber como as pessoas fazem a escolha de qual produto comprar. Certamente, um empresário tem uma empregada responsável pela lavagem de suas roupas e então, com certeza, ele não está importado em qual produto de limpeza ela está utilizando em sua roupa, o importante é a roupa manter uma boa aparência. Já definimos então que o público alvo deste sabão em pó são "responsáveis pela roupa das pessoas" e as donas de casa, então este produto deve fazer uma propaganda voltada a esse público, o comercial na televisão deve apresentar algo que atraía esta pessoa, algo com que ela se identifique. O mesmo ocorre com os políticos na hora de sua propaganda eleitoral; todos precisam de um presidente mais existem diferentes problemas para diferentes grupos de pessoas, que se diferenciam por diversos fatores e interesses. Certamente, um pedreiro e um dono de uma mega empresa terão diferentes interesses em relação ao presidente da república, quanto mais o candidato conseguir homogeneizar, unir estes interesses, ele conseguirá obter votos dos mais variados grupos.

Algo que me interessou foi a realização de uma entrevista que foi realizada com mais de cem pessoas para responderem um bloco de perguntas em relação ao tema abordado, veja a entrevista aqui, e seus resultados através de dois gráficos que estão abaixo:

  O mais impressionante é que foi geral a resposta que existe relação entre propaganda política e o marketing, e a desconfiança perante o o que os políticos dizem em suas propaganda eleitorais são diretas também, a relação entre o cidadão e o político é de extrema desconfiança.
No ramo eleitoral, a essência é a "venda" do candidato, que no caso seria o produto, para o "consumidor "que no caso é o eleitor. No marketing algumas atividades básicas estão englobadas, a pesquisa de mercado, planejamento do produto, a determinação de preços, a propaganda, a promoção de vendas e a distribuição. Vamos considerar a pesquisa de mercado como uma pesquisa eleitoral, em que este trabalho tem o interesse de conhecer quais são as tendências do eleitor em tudo que possa interferir em seu voto. O planejamento do produto pode ser dito como quais são as necessidades e desejos do consumidor que no caso é o eleitor. A determinação dos preços seria a adequação das propostas e quais seriam seus custos sociais, considerando o preço da concorrência, que logicamente são os outros candidatos. A propaganda, a promoção de vendas e a distribuição têm o objetivo de tornar o produto conhecido e levar o produto final ao consumidor; o que seria a relação entre candidato e eleitor (produto e consumidor).


     
O que já ficou claro até agora, é que a propaganda política é algo incontestável na hora da decisão de um voto. Conseqüentemente é o que normalmente sempre elege os mesmos, isso é causado basicamente pelo tempo em que cada candidato tem em cada dia do horário político, essa divisão é feita de acordo com o tamanho da bancada do candidato e de suas alianças. O que justifica o interesse de todos por fazerem o maior numero de alianças possíveis, ás vezes essas decisões são muito estranhas, a união entre partidos da chamada esquerda com a chamada direita causam grandes espantos. O embate que aí aparece é muito grande, se unir com um partido de ideologia diferente do seu causa um embate de idéias, e muitos eleitores com idéia já fixa se recusam em votar em partidos com certas alianças. Muitas vezes o que causa mais "retorno" é perder alguns milhares de eleitores e tentar ganhar alguns milhões com um maior tempo de propaganda na televisão. O que muitos marketeiros dizem é que mais vale trinta segundos na televisão do que uma página no jornal, essa frase pode ser confirmada a partir do momento em que a televisão se torna um meio de mais fácil acesso.

Já sabemos que tempo na televisão é algo muito disputado entre os candidatos, veja nas mais importantes passagens da constituição brasileira onde se encontram muitas restrições sobre este tempo de televisão e de onde os fundos podem ser retirados para a realização destas imensas e milionárias campanhas eleitorais.

         A entrevista com o marketeiro de Lula, Duda Mendonça mostra como a televisão e algo de larga importância na campanha de um candidato.

O que principalmente pode ser visto nessa entrevista foi talvez a quebra ,ou como preferir o encurtamento da barreira entre direita e esquerda, se é que elas ainda existiam. As grandes diferenças de idéias e ideologias entre a direita e esquerda são totalmente mudados quando falamos de marketing. Um partido que já foi considerado de esquerda é o Partido dos Trabalhadores (PT), e um chamado de direita o Partido Social Democrata (PSDB), apesar de terem como origem um posicionamento mais de oposição. Ambos os partidos por mais opostos que sejam devem ter atualmente um programa eleitoral parecido e com enfoques extremamente voltados ao marketing, particularmente o marketing comercial, aquele famoso papo da relação entre o "sabonete" e o político.

O político ganhador de uma eleição é aquele que apresentou melhor sua proposta em relação aos demais candidatos, sempre o que devemos ter é o cuidado de não votar apenas na melhor propaganda, devemos abdicar um pouco dela e analisar o passado deles, preferencialmente tentar achar estas informações em fontes mais neutras possíveis.

 

Página de André Jafet Cestari, estudande da Escola da Vila, 16 anos.

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