MUNDO: CADA UM COM O SEU
| INTRODUÇÃO Beatriz Terribas Saraiva Quando as palavras perdem seu significado racional e lógico, elas deixam de ser instrumentos de expressão dos pensamentos e dos sentimentos. A incapacidade de verbalizar nos afasta do mundo real e isso nos impede pelo menos aparentemente de nos comunicar. Ficamos então marginalizados. Antigamente, sem ter outra solução, os loucos eram atirados de embarcações pelos seus familiares, como cargas insanas. Estas embarcações recebiam o nome de A Nau dos Loucos. Ainda não existiam os manicômios e a sociedade, que os rejeitava, implantou o sistema de isolá-los pela água, o único e último território habitável. Esquizofrênicos são aqueles que sofrem de uma disfunção psiquiátrica caracterizada pela não associação de idéias e de formas lógicas de raciocínio. O próprio nome serve como explicação, já que "esquizo" (do grego Schízo) quer dizer cisão, separação ou fenda e "freno" (do grego Phrenós), significa pensamento, alma, inteligência ou espírito. Porém, quando há esta cisão da alma, pelos mecanismos de defesa que buscam a unidade, caso lhe seja permitido, existe a possibilidade de externar as causas da sua fragmentação através de atividades expressivas. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto, como forma de auto-conhecimento no tratamento terapêutico. Este é um trabalho que visa responder quais são os resultados das terapias alternativas no tratamento de pessoas com distúrbios mentais, que há tempos atrás viviam em uma prisão dupla: física e química. Sujeita a tratamentos cruéis assim como o eletro choque, método que, incrivelmente, até os dias de hoje, há quem defenda. |
por: Beatriz Terribas Saraiva
orientador: Cláudio Cretti
Escola da Vila - 2ºemC
São Paulo - 2002