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A estrutura
dos espaços de lazer em São Paulo desenvolveu-se no decorrer do
processo de urbanização, onde se observa a crescente importância destes em possibilitar intervenções no
espaço urbano. Desde as origens dos espaços públicos de lazer administrados pelo poder público em São Paulo, é detectado esta potencialidade interventora tendo como ponto de partida o Jardim da Luz, que representa o marco de ser o primeiro espaço público laico da cidade (entendido como área livre de domínio comum). A lógica de produção de espaço urbano, qual estes estão inseridos - passou por três fases de diversão social e territorial do trabalho no onde a cidade sempre esteve inserida, porque desde sua origem ela se caracterizou por ser mundial (Santos, 1994b) Inicialmente quando a cidade era portadora de uma função comercial, os espaços públicos de lazer servem com forte intuito de legitimação do poder público para harmonizar, a ocupação do solo e mesma a convivência no espaço urbano segundo os preceitos econômicos, sociais, culturais e morais condizentes à visão de sociedade da elite agrária, detectaria do poder público até então. Muitos dos espaços já existentes cederam a pressão das necessidades de circulação, sendo incorporados ao sistema viário (onde o Parque Dom Pedro II se destaca como exemplo características) ou mesmo desaparecendo devido a construção de avenidas, alargamento de ruas, implementação de sistema técnico, etc. Apesar disto é neste período que se consolida o tempo livre e o lazer da população. O espaço público de lazer não apresenta uma função unívoca cientificamente estabelecido. Corresponde antes de mais nada a um serviço prestado pelo Estado à sociedade, serviço este cada vez mais procurado e necessário. O espaço público de lazer diz respeito a apenas uma parte do conjunto de objeto técnico presente na cidade: sistema viário, industriais, escolas, sistemas de telecomunicação etc, onde cada um de forma diferenciada interfere na produção social do espaço urbano. Ao lazer ocorre um surto na produção de espaço públicos destinado a este fim, realizando intervenções que se estendem da escala da região urbanizada à escala do campo, na disciplinada dos indivíduos em seu tempo livre. Os parques, centros esportivos de lazer, balneários públicos, etc. exercem função especifica de lazer, fundamentada por lei. Este atributo que os diferencia do papel plural que exercem as praças, largos e espaços livres, permite expressar a importância que o lazer assume com o desenvolvimento da produção do espaço urbano e conseqüente das relações sociais de produção, pois somente a a travez da aceleração deste, é possível mensurar a importância que o Estado confere ao lazer, independente dos demais áreas serem apropriadas com o mesmo fim. Espaços públicos de lazer implicam em uma referencia espacial e temporal. Através de suas diferentes formas e diferentes conteúdos expressam a presença e a intencionalidade do Estados na sociedade. A inteligibilidade sobre esta intervenções não é uníssono, e atinge a cada um de forma especifica. O lazer se converte num instrumento de poder que promove uma relação de docilidade- utilidade, aumentando suas forças (em termos econômicos de utilidade) e disseminado essas mesma forças (em termos políticos de obediência). O lazer serve de ponte para a economia e a política. |