Se uma pessoa que tem contato com as artes visuais, adquire um interesse e com suas próprias idéias gostaria de desenvolver um trabalho ou um grupo de trabalhos para então expô-lo, colocando-os à disposição de outras pessoas, deverá saber que possui duas opções de caminhos a se percorrer.
Em alguns casos, o mais conhecido e preferido deles por dar mais status socialmente, é o circuito convencional de exposição, onde se encontram os museus e galerias. Se a pessoa opta por seguir esse caminho não basta querer, é preciso ter uma aceitação do público, além das restrições que impedem que qualquer um possa se encaixar, como por exemplo uma formação acadêmica, uma "bagagem cultural". Agora, se a pessoa não possui nada disso só mesmo sendo muito bom ou tendo bons contatos nesse meio, o que ajudaria bastante, pois se trata de um círculo elitista onde as influências contam.
Por outro lado, parte dessas pessoas deixam o circuito convencional de lado para direcionar sua obra aos muros da cidade, o que acabou sendo uma saída completamente viável para aqueles que não têm condições um mesmo interese em colocar suas criações em museus, pelo fato de não possuir nenhum tipo de restrição onde qualquer um entra sem restrições.
O graffiti tem como suporte para sua realização não somente o muro , mas a cidade como um todo . Postes, calçadas , viadutos, etc. são preenchidos por enigmáticas imagens , muitas das quais repetidas à exaustão, características herdadas da pop art. Efêmero por natureza, vai da critica social, como foi a fase de super-heróis , em que vários personagens de historias em quadrinhos foram graffitados pela cidade , questionando a falta de sérias lideranças políticas no pais , até complexos seres lembrando extraterrestres. Sempre com muito humor e descontração , contrapõe-se aos outdoors, não procurando levar o espectador à posição passiva de mero consumidor. É, antes, um convite ao encontro e ao dialogo , uma troca de idéias espontâneas , informações.