Como as políticas culturais da cidade veêm as intervenções dos grafiteiros nos espaços culturais...
Desde os tempos mais remotos o homem dorme, come, transa e pinta. Esta no instinto do ser humano se expressar e os homens da caverna já o faziam, pintavam sua batalhas, tristeza, alegrias, experiências, críticas, seus conhecimentos, seu cotidiano, enfim, sua vida. E é exatamente isso que os grafiteiros fazem e vêm fazendo desde sempre, da maneira mais característica dessa linguagem, de maneira subjetiva. Ao longo do tempo, os artistas foram se aperfeiçoando na técnica do graffiti, para cada vez mais conseguirem se expressar da melhor maneira possível, facilitando o entendimento daquele que observa intrigado com o que significa aquele amontoado de tinta na parede segundo sua visão. No começo, com as frases espalhadas, depois com as mascaras , depois com tamanhos maiores portanto proporções maiores, que no começo deram bastante trabalho , mas depois de adquirirem a dinâmica se tornou uma poderosa forma de expressão.
O graffiti , ao contrario de muitos conservadores idealista , a qual encaram o graffiti como arte de vândalos, ou mesmo nem consideram arte, o graffiti numa nova política junto a parceria com casas de culturas ou mesmos projetos independentes nos quais vem ajudando adolescentes para que se interessem pelo graffiti , entretendo-os , de maneira a esquecerem as coisas maléficas do mundo a qual nos cerca, como no caso as drogas e a vida do crime , e desenvolverem seus dons pró a arte.
Assim as políticas culturais da cidade cada vez mais vem estabelecendo tolerâncias em relação a pratica do graffiti, a partir do momento em que as autoridades "resolveram" enxerga que o graffiti se engaja perfeitamente em um conceito artístico, diferente do pixo , que com esse processo de banalização , passou a ser mais um ato de poluição do que um movimento.
Hoje em dia o graffiti artístico é incentivado , não sofre aquela forte opressão, inclusive a prefeitura , que vem promovendo muitos encontros em praças e outros lugares incentivando o graffiti e até mesmo a própria cultura hip-hop, movendo uma grande massa politiza a ver e esclarecer-se a respeito do graffiti.
Segundo o Deputado, a qual propôs o projeto-lei, Graffiti- Movimento cultural e artístico da Assembléia da Republica , "a ignorância sobre o que é graffiti leva a que o governo ponha no mesmo saco uma coisa que é uma forma de expressão e outra, que é um crime...", alem de citar corretamente neste documento que o graffiti é um dos componentes de um movimento cultural e artístico que engaja-se no hip-hop e que é em sua origem , pacifista e anti-racista. O que as autoridades confundem, os graffiteiros distinguem claramente: o graffiti é uma criação tão digna quanto os murais que o governo considera que se deviam preservar, como é o caso do trabalho do artista Rui Amaral no Buraco da Paulista que é tombado como um patrimônio cultural, só que feito com latas de spray, profundamente criativos e interventivos , no âmbito do direito à liberdade de expressão e de criação cultural.
Uma tag é uma assinatura, que serve para fazer conhecer seu autor, os mesmos que surgem nas cabines telefônicas, nos transportes públicos , nos banheiros, muros, etc. O reforço na criminalidade destas não fez diminuir as tags, pelo contrário, só as fez aumentar! A provar que o governo não tem razão na associação que faz entre graffiti, gangues e violência, a cultura hip-hop é usada como forma de prevenção e exclusão na marginalidade.
No entanto, como já citado, as autoridades "resolveram" enxergar, o real valor que o graffiti tem diante de sua intervenção na sociedade , passando uma mensagem ou mesmo critica, formadora de um caráter, alem do que auxilia os jovens "sem rumo", na vida a optarem pelo graffiti e assim desenvolver uma habilidade bastante prestativa voltada para arte, e assim as autoridades, ou mesmo a política da sociedade agora passaram a estimular a pratica do graffiti cada vez mais intenso e evolutivo.