A partir de 1996 os alimentos geneticamente modificados começaram a surgir no mercado americano, e desde então países europeus vêm lutando contra esse tipo de alimento. Hoje  em dia, existem diversos alimentos tratados geneticamente nas prateleiras dos supermercados. 
Cientistas vêm alertando o mundo sobre as conseqüências da utilização dos transgênicos. A introdução destes no meio ambiente sem a ultimação dos necessários testes e o consumo dos produtos alterados geneticamente, desprovidos de segurança alimentar, podem colocar o ser humano em perigo. Sem dados confiáveis que nos provem que eles não são 100% seguros, devemos então nos objetivar nas pesquisas já realizadas, e casos já estudados nos indicam que alimentos geneticamente modificados podem ter efeitos tóxicos, causar alergias, e elevar os riscos de câncer. Por outro lado, o tratamento genético é um processo avançado de se conseguir informações genéticas de determinados alimentos que antes não tínhamos, obtendo assim a melhoria da qualidade nutricional do alimento, ou até mesmo  podendo curar algumas doenças.
Estamos entrando numa bio revolução. Este fato por ser tão novo e estranho ao nosso olhar, tem gerado diversas discussões, vide o evento
"ovelha Dolly" , que abriu polêmicas e polêmicas. Ao desenvolver vegetais  e animais  com novas características , os pesquisadores nos dão diversas alternativas que no futuro poderão, talvez, até mudar nossos hábitos , modos alimentares, nossos cuidados com a saúde, e até nossos julgamentos morais.

Os alimentos geneticamente modificados provêm de seres vivos, cuja  estrutura genética (a parte da célula onde armazenam o código da vida) é alterada com a introdução de genes  de outros organismos, fazendo assim com que o organismo alterado contenha novas informações genéticas, portanto,  características de outros organismos escolhidos, adquirindo assim,  características não escolhidas pela natureza, mas sim pelo homem.
Para isso o alimento geneticamente modificado passa por 4 etapas: 
- Na 1a etapa é identificada qual é a característica que será transferida de um vegetal para o outro, identificado assim, o gene que interessa para que possa ser atribuído ao organismo desejado. Essa característica escolhida é isolada do vegetal separadamente de sua cadeia de DNA.

- Na 2a  etapa, é escolhida uma técnica para o gene se multiplicar, e assim,  se modificar e se clonar, obtendo-se uma produção em série.

 - Na 3a  etapa, é procurado um método para poder introduzi-lo(a característica escolhida) no hospedeiro. Esse método pode ser escolhido através do bombardeio do núcleo da célula do  vegetal pelos genes modificados, ou por um outro mais “natural”, utilizando uma bactéria capaz de transferir  naturalmente os genes  de um vegetal para outro (esta é chamada de Agrobacterium Tumefacies). 
E na 4a  e ultima etapa,  é realizado um estudo da informação genética que examina  as células  para determinar quais são as que assimilam o novo gene, essas células são escolhidas para realizar o processo de multiplicação se tornando assim, novas plantas com as características desejadas.
Dessa forma, obteremos um alimento transgênico com as informações escolhidas de um outro alimento.Porém, sempre existirá a polêmica de que, se os testes não forem realizados, tais alimentos, por mais que tragam benefícios, podem também trazer males à nossa saúde. Isso fica à escolha do consumidor, de consumir  ou não o alimento transgênico, de se arriscar comprando-o, por ser mais barato e mais "bonito", ou comprando um outro alimento natural, ainda que seja mais caro. Portanto, os testes deveriam ser realizados com rapidez para poder trazer segurança e muitos benefícios ao consumidor.

Voltar à Introdução

Bibliografia:

-Alguns sites na internet, procurados através do google ( lá, encontraremos experimentos de determinados transgênicos e sites de principalmente a polêmica dos transgênicos).

-Algumas edições da Revista Super Interessante, onde contém informações sobre a produção de um transgênico e suas polêmicas.

-Estudantes das faculdades de agronomia de Jaboticabal, Unesp e Piracicaba, Esalq, que tiraram algumas duvidas sobre tais alimentos.

Por: Julia Camargo Amaral - 2emA