INTRODUÇÃO

PLANTA DE COCA

Formas de consumo da cocaína

Existem quatro formas de consumo da cocaína: as folhas da planta, a pasta de coca, o cloridrato de cocaína e o crack.
A primeira forma é mascar as folhas da planta e esse hábito, chamado de “coquear”, serve como estimulante e não provoca danos à saúde. A planta também é consumida em forma de chá, que é recomendado para quem apresenta problemas digestivos. Essas maneiras de utilizar a coca ainda existem no local onde se originaram, na América do Sul. Em países como o Peru e a Bolívia, a coca ainda exerce um papel sócio-cultural importante: no Peru existe até um órgão do governo, o Instituto Peruano da Coca,  que controla a qualidade do chá que é vendido.
A segunda forma de uso, a pasta de coca, é o sulfato de cocaína, que é o estágio intermediário entre a planta de coca e o cloridrato de cocaína. Essa pasta é normalmente misturada com tabaco e fumada.

O cloridrato de cocaína é um sal, que é a pasta de coca refinada. É consumido via nasal, e, por ser uma droga relativamente cara, é mais consumida nas classes mais altas da sociedade. Também pode ser usada via venal: depois de diluída em água, é injetada na corrente sangüínea. Essa forma de uso é conhecida como ‘pico’ e com ela corre-se o risco de contrair doenças como hepatite e AIDS.
A última maneira de consumir a coca, a pedra de crack, surgiu nos Estados Unidos, entre a população negra. É feito do que sobra na produção do cloridrato de cocaína, e por isso é muito forte e mais barato, sendo assim mais utilizado pelas camadas mais baixas da sociedade. Por não ser facilmente dissolvido em água, o crack não pode ser injetado ou aspirado, e por isso é fumado em pedras ou misturado com tabaco ou maconha.

Pedras de crack

Efeitos fisiológicos associados à cocaína

A cocaína permanece metade da vida no plasma. Ela dá a sensação de bem-estar e aumenta a atenção, pelo fato de aumentar a pressão arterial e a freqüência cardíaca. Porém, em doses maiores, provoca irritabilidade, pânico, alucinações auditivas e táteis, confusão e desorientação, quadro conhecido como síndrome cerebral orgânica. Pode provocar convulsões e infarto, que pode levar à morte súbita.