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LINHAS POLÍTICAS

No IV congresso nacional do MST, reafirmou e criou novas linhas políticas para o MST, criando doze itens. E também criaram um texto que dita os compromissos que eles tem com a terra e com a vida, e que devem ser seguidos como metodologia, caso contrário o "proprietário" da terra corre risco de perde-la para o movimento.
As linhas políticas afirmadas no IV congresso do MST são:
1. Intensificar a organização dos pobres para fazer lutas massivas em prol da Reforma Agraria
2. Construir a unidade no campo e desenvolver novas formas de luta. Ajudar a construir e fortalecer os demais movimentos sociais existentes no campo, especialmente o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores).
3. Combater o modelo das elites, que defende os produtos transgênicos, as importações de alimentos, os monopólios e as multinacionais. Projetar na sociedade a reforma agrária que queremos para resolver os problemas de: trabalho, moradia, educação, saúde e produção de alimentos para todo povo brasileiro.
· Realizar debates com a sociedade em geral, nos colégios, etc..
· Promover campanhas para evitar o consumo de alimentos transgênicos pelo povo.
· Realizar ações de massa contra os símbolos do projeto deles, e deixar claro qual é o nosso projeto para a sociedade.
4. Desenvolver linhas políticas e ações concretas na construção de um novo modelo tecnológico, que seja sustentável do ponto de vista ambiental, que garanta a produtividade, a viabilidade econômica e o bem estar social.
5. Resgatar e implementar em nossas linhas políticas e em todas atividades do MST e na sociedade, a questão de gênero.
6. Planejar e executar ações de generosidade e solidariedade com a sociedade desenvolvendo novos valores e elevando a consciência política dos trabalhadores Sem Terra.
· Organizar calendários para as atividades solidárias.
· Implementar ações de solidariedade com trabalhadores de outros países(de todo mundo).
· Desenvolver ações de solidariedade com crianças abandonadas.
· Organizar viveiros de mudas para distribuir nas cidades.
· Transformar a prática da solidariedade como uma forma permanente de nossas atividades.
· Desenvolver na nossa base e na sociedade ações políticas contra a repressão política, que atinge militantes e organizações sociais.
7. Articular-se com os trabalhadores e setores sociais da cidade para fortalecer a aliança entre o campo e a cidade, priorizando as categorias interessadas na construção de um projeto político popular.
· Desenvolver com os trabalhadores desempregados a ocupação das áreas ociosas nas periferias das cidades e organizar atividades produtivas.
· Realizar atividades de formação política em conjunto com jovens da classe trabalhadora.
· Apoiar os movimentos de luta pela moradia.
· Organizar acampamentos

fotos:  Arquivo 4º Congresso do MST:  Ana Paula Reis, Douglas Mansur e João Zinclair

8. Desenvolver ações contra o imperialismo combatendo a política dos organismos internacionais a seu serviço como: o FMI (Fundo Monetário Internacional), OMC (Organização Mundial do Comércio), BIRD (Banco Mundial) e a ALCA (Acordo de Livre Comércio das Américas). E lutar pelo não pagamento da dívida externa.
· Lutar contra as privatizações das empresas brasileiras.
· Defender a cultura brasileira frente as agressões culturais imperialistas.
9 . Participar ativamente nas diferentes iniciativas que representem a construção de UM PROJETO POPULAR PARA O BRASIL.
10 . Resgatar a importância do debate em torno de questões importantes como: meio ambiente, biodiversidade, água doce, defesa da bacia de São Francisco e da Amazônia. Transformando em bandeiras de luta para toda a sociedade, como parte também da reforma agrária.
· Articular-se com os demais setores sociais para desenvolver esse trabalho, e intensificar o debate na nossa base e escolas de assentamentos.
· Desenvolver e participar de campanhas nacionais em torno destas questões.
· Desenvolver campanha de preservação do meio ambiente em todos assentamentos.
· Promover o desenvolvimento de políticas específicas a situação do cerrado e do semi-árido.
11. Continuar conscientizando a população do campo e da cidade sobre a importância da Reforma Agrária.
12. Preparar desde já, junto com as demais forças sociais e políticas, uma jornada de lutas, prolongada e massiva para o primeiro semestre de 2001.(tendo como referência dia 17 de abril).