Análise de dados estatísticos
Abaixo temos os dados
dos três distritos mais pobres e mais ricos de São Paulo e os
de população mais alta e mais baixa.
Distrito |
População |
Renda Média Mensal |
Presença de trem |
Presença de metrô |
Lajeado |
157.773 |
400,00 |
Não |
Não |
|
Jd Helena |
245.805 |
420,00 |
Sim |
Não |
|
Marsilac |
8.404 |
300,00 |
Não |
Não |
|
Morumbi |
34.588 |
4000,00 |
Sim |
Não |
|
Moema |
71.276 |
4000,00 |
Não |
Não |
|
Jd Paulista |
83.667 |
3500,00 |
Não |
Sim |
|
Pari |
14.824 |
800,00 |
Não |
Sim |
|
Barra Funda |
12.965 |
1400,00 |
Sim |
Sim |
|
Sapopemba |
282.239 |
500,00 |
Não |
Não |
|
Grajaú |
333.436 |
458,00 |
Não |
Não |
|
Brasilândia |
247.328 |
500,00 |
Não |
Não |
Indicativo
dos distritos com maior população e maior rendas
Indicativo dos distritos com menor população e menor renda
Os três distritos com renda mais baixa da cidade de
São Paulo não são atendidos pelos serviços dos trens e dos
metrôs, apenas o distrito de Jardim Helena, localizado na Zona
Leste. Possui somente trem, porém apenas uma linha, a Linha F,
que vai da estação Brás até Calmon Viana, já fora da cidade
de São Paulo. Note que esta linha passa também por Cangaíba,
Ermelino Matarazzo, Vila Jacuí e São Miguel, distritos que
possui rendas baixíssimas e uma população média, porém a
linha não passa pelo centro dos distritos, é localizada mais ao
norte, praticamente fora de São Paulo. Ou seja, a população
que mora nestes distritos, porém não próximas às estações,
continuam necessitando dos ônibus ou dos metrôs, estes que,
infelizmente, não existem por lá.
O distrito de Lajeado, localizado também na Zona
Leste, último distrito antes do município de Ferraz de
Vasconcelos, também não é servido pelas facilidades dos
transportes férreos. A linha de trem mais próxima localiza-se
no distrito ao lado, Guaianazes e é a única, a Linha E, que vai
da estação Brás terminando na estação Estudantes, em Mogi da
Cruzes. O problema de possuir apenas uma linha é quando, por
algum motivo, há paralisação desta linha, todas as pessoas que
usufruem dela (que não são poucas), ficam sem transporte e
recorrem aos ônibus. E em alguns casos, precisam pegar mais de
uma condução, e conseqüentemente, gastar mais dinheiro. (Nota
de rodapé: em 1994 o preço de uma passagem de ônibus municipal
comum era R$0,60, e hoje chega a R$1,40).
Marsilac é um caso extremo. Último distrito da
Zona Sul de São Paulo e de grande área territorial, também
sofre os problemas dos distritos citados a cima. A diferença é
que ele é o distrito que tem renda média mais baixa, ou seja,
as pessoas são pobres e não têm disponibilidade para pagar
várias conduções. Não existem linhas de trem nem de metrô no
distrito e nem próximas à ele; a linha de metrô mais próxima
localiza no Jabaquara e a de trem, em Cidade Dutra.
Os três distritos de maior renda de São Paulo são
localizados mais próximos ao centro da cidade. São eles:
Morumbi, Moema e Jardim Paulista. Apesar deles não serem
totalmente servidos pelos serviços dos transportes férreos
(apenas Morumbi pelo trem e Jardim Paulista pelo metrô), é
compreensível este fenômeno: estes são os distritos de maior
renda média, ou seja, as condições financeiras permitem que
comprem carros particulares e não precisem usar os transportes
públicos. Mas há um porém, não há apenas pessoas ricas no
distrito, logicamente há pobres, pessoas de baixa renda, que
precisam usufruir destes meios de transportes e não podem.
Os três distritos de maior população de São
Paulo não são atendidos pelos serviços férreos. Além de
terem alta população, a renda média mensal é extremamente
baixa (não passa de R$500,00). Brasilândia, localizada na Zona
Norte da cidade, não tem estes meios de transporte nem em suas
proximidades, assim como Sapopemba, na Zona Leste. O distrito de
Grajaú sofre do mesmo problema, a diferença é que há uma
linha de trem passando em suas proximidades, no distrito de
Cidade Dutra; linha C, que começa em Osasco, passando pela Zona
Oeste da cidade (Jaguaré, Alto de Pinheiros, Pinheiros, Morumbi,
entre outros). As linhas de metrô não chegam nem perto desses
distritos. Como ocorre em outros lugares, pessoas que vivem
nessas regiões não podem usufruir somente dos transportes das
linhas férreas, necessitam do serviço dos ônibus que, como já
foi dito a cima, nem sempre atendem a população da melhor
forma.
Com exceção de Marsilac, os distritos de menor
população não são tão defasados tratando-se da presença de
trens e metrôs. Um deles é Pari, localizado no centro de São
Paulo, não é atendido pelos trens, mas pelos metrôs sim. No
distrito da Barra Funda há tanto trens como metrôs, pois na
estação Barra Funda há conexão destes dois veículos
férreos, então caso você esteja no metrô e queira pegar um
trem para Osasco, por exemplo, não há dificuldades.
Falamos de renda, populações, distâncias de
estações, atendimentos dos transportes, entre outras coisas.
Mas nenhum dos distritos citados a cima é totalmente bem
servido; olhando no mapa (página XXX), vemos que o distrito do
Brás é o mais bem servido de todos os distritos, pois por ele
passa a Linha 3 Vermelha, do metrô e dos trens estão as
linhas F (Brás - Aracaré), E (Brás - Estudantes), A (Brás
Jundiaí) e D (Luz Paranapiacaba).