Poluição Visual
O que é Poluição Visual?
Hoje, mais do que nunca, passou-se a dar uma maior importância para os problemas sociais nas grandes cidades. Problemas que antes não eram tomados nem como verdade foram comprovados e aos poucos vêm conquistando espaço não só no dia-a-dia das pessoas, assim como na imprensa, o que fez com que a cada dia um número maior de profissionais se voltassem a procurar soluções viáveis para a resolução destes.
A poluição visual não foge á esta regra e já é considerado um dos grandes problemas a serem combatidos nas grandes cidades. Mas o que é poluição visual?
Quem nunca sentiu vontade de parar por alguns instantes e apreciar a natureza para aliviar o stress? Mais do que nunca a prática deste ato vem sendo invejada pelos moradores de cidades com um grande número de moradores, as chamadas metrópoles principalmente. Poluição visual é o limite a partir do qual, o meio não consegue mais digerir os elementos causadores das transformações e acaba por perder as características naturais que lhe deram origem, ou seja, quando a natureza perde espaço para propagandas, postes, cartazes, fachadas e outras obras do homem.
A poluição visual, que está atingindo níveis alarmantes, nada mais é do que um aspecto, nem sempre devidamente ressaltado, da desordem urbana que impera nos grandes centros. É comum ao passarmos pelos centros comerciais de grandes cidades assim como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas e sermos "bombardeados" por propagandas espalhadas por todos os cantos. Estando a pé ou de carro, é impossível fugir do desconforto visual que toma de assalto os que transitam pelas cidades. Há propagandas em placas, painéis, cartazes, cavaletes, faixas, banners, infláveis, balões, totens, outdoors, back-lights, front-lights, painéis televisivos de alta definição e até mesmo ônibus coletivos que se constituem de verdadeiros "anúncios ambulantes". Em São Paulo menos de 7% das propagandas externas são registradas, sendo que destas apenas 3% são licenciadas, este tipo de propagandas são muito rentáveis, já que todos os dias milhares de pessoas passam pelas ruas das cidades, mas também tem um preço, que muitas vezes não podem ou não compensam ser pagos pela existência das propagandas irregulares, que tornam-se mais baratas, por não págarem os devidos impostos para se instalarem em determinados lugares, e que muitas vezes vêm acompanhadas de claudicações gramaticais errôneas. Já houve e ainda existem vários programas para acabar com a problemas muito maiores do que falta de fiscalização por parte do poluição visual nas grandes cidades, mas esta luta tem governo.
A grande maioria das leis referentes a este assunto são extremamente permissivas. Na cidade de São Paulo, a lei municipal 12.115/96 que dispõe sobre os anúncios na paisagem do município, responsabiliza os anunciantes pelas infrações cometidas com multa, cancelamento da licença e remoção do anúncio. São penas administrativas, assim como as do artigo 14 da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, porém com proporções diferenciadas. Dentre as infrações coibidas estão: exibir anúncio sem licença, em desacordo com as dimensões, fora do prazo de licença, sem identificação e em mau estado de conservação.
Mas então, por que nossas cidades chegaram a tal ponto? E a quem devemos responsabilizar pelo grande crescimento no numero de propagandas irregulares? Ao poder público e sua eterna conivência com os interesses das grandes corporações? Ou à ausência de uma legislação adequada? As explicações estão nas próprias leis e no modo em que são aplicadas.
As leis ambientais e legislações existentes supostamente seriam suficientes para evitar tais problemas, mas infelizmente não existe a mínima vontade política de aplicá-las. Apesar da existência de todo o aparato legal, o poder público falha em seu papel de fiscalizador e regulamentador permitindo tais abusos e mercantilizando o espaço em troca de benefícios que cada vez mais se mostram duvidosos.
Se avaliarmos estes fatos, fica mais do que óbvio que toda esta poluição causa uma série de problemas que afetam nossa saúde, mas quais? O principal destes problemas é o stress, que a cada dia que passa torna-se mais comum entre todos os cidadãos que vivem inseridos na correria das grandes cidades.
O stress é algo muito sério, uma reação do corpo, que se dá quando existe uma série de coisas incomuns, ou que sobrecarregam o cérebro com uma quantidade impressionante de informação que precisa ser digerida, o que causa um grande cansaço requer um grau de concentração que é muito difícil de ser alcançado por alguém que tem de submeter-se ao ritmo opressivo das grandes cidades; isso é extremamente prejudicial, podendo causar doenças, por reduzir a imunidade do homem, como também intensificar as doenças já existentes.
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