Não há necessidade de proibir a criança de ver TV, pois no mundo em que vivemos esta é, também, uma forma de relação social. Logo os pais devem se conscientizar da necessidade de selecionar os programas e conscientizar a criança de que a televisão é parte integrante e não preponderante da vida. Então deve ser igualmente medida como todas as outras atividades, inerentes ao mundo infantil, como brincar, correr, conversar, praticar esportes, ler, etc. E dessa forma a criança deixa de procurar a TV, não por estar proibida e sim por estar realmente interessada em outras atividades |
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Portanto eu discordo da visão da autora Raquel Soifer em que uma criança com menos de cinco anos não deve assistir televisão. Porém também discordo do ponto de vista de Armando Tambelli e Zélia Cavalcanti, em que qualquer programa quando presenciado pelos pais pode ser educativo, pois existem problemas, causados pela maioria dos programas, que independem da interferência dos pais. Entretanto existem programas, como o Teletubbies, que são produzidos para a faixa etária escolhida e não causam tais problemas. Logo é possível deixar que uma criança veja televisão, embora o tempo e o tipo de programa tenham que ser censurados pelos pais. |
Considerando todos os fatos até aqui relatados, é importante salientar que a televisão conforme usada pode acarretar sérios problemas na formação física e psicológica da criança. Portanto esta é uma questão a ser colocada na educação, tanto familiar quanto escolar. Logo é importante, primeiramente que os pais tratem a TV de forma crítica para depois ajudarem seus filhos a interpretá-la; não usando esta como educadora e sim como uma opção a ser introduzida na educação.
Comentários
..."crianças,
principalmente de 0 aos 6 anos, têm de ver o
mundo como ele é e não distorcido pela
televisão, elas têm que ver a areia, as
folhas, seguir a trilha das formigas e
descobrir que existem mais pernas no mundo do
que as dos próprios pais..." (Wania
Tieppo)(Conseqüências
da exposição à TV no desenvolvimento
mental)
"A identificação
projetiva favorece a persistência da
imitação e, portanto, limita as
possibilidades de aprendizagem por
identificação. Conseqüentemente, entre as
crianças que assistem à televisão de forma
prolongada e diária, e que o fazem desde os
primeiros meses de vida, uma alta percentagem
apresenta dificuldades escolares bastantes
sérias. Isto se deve à deficiente
organização intelectual, tanto no que diz
respeito a atenção, que é dispersa, como a
concentração, a memória e a reprodução.
A disgrafia (dificuldades ortográficas), a
dislexia (problemas na leitura), a
discalculia (perturbação nas operações
aritméticas) constituem transtornos comuns
nestes casos".(
Raquel Soifer)
..."as seqüências
dos desenhos animados, cujos personagens as
crianças tendem a imitar desde cedo, não
apresentam ralação com a vida cotidiana e,
portanto, mantêm-nas distanciadas de seu
mundo real"... ( Raquel Soifer)
..."a personalidade
das crianças que vêem televisão com muita
freqüência e desde os primeiros meses de
vida apresenta as características do estado
narcisista, ou seja, o egoísmo, o
egocentrismo, o despotismo e a tirania. São
crianças caprichosas, impulsivas,
desrespeitosas, inclusive daninhas, nas quais
se pode observar condutas maliciosas
semelhantes as que vêem na
televisão.(Raquel Soifer)
..."produtores de
programas infantis, que por estudar e
conhecer esta faixa etária, invadem a
angústia de realização das crianças e
através de programas, aparentemente
ingênuos, criam um modelo de cultura que se
enquadra em interesses de ordem
maior".(Armando Tambelli)(Conseqüências
para a formação da personalidade)
..."na televisão,
(...), o "bem" também mata e é
violento e, logicamente, tendo seus atos
justificados, prejudicam e confundem a
cabeça das crianças.(Zélia
Cavalcanti)
Site relacionado : A TV influencia o imaginário infantil?
SOIFER, Raquel. A criança e a TV uma visão psicanalítica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
REZENDE, Ana Lúcia Magela de - Televisão: babá eletrônica?.in:PACHECO, Elza Dias (org.). Televisão, criança, imaginário e educação. Campinas, SP: Papirus, 1998, p. 71-83.
AZAMBUJA, Roseli Stier - A decodificação de discurso adulto da televisão pelo público infantil. In: SOUZA, Mauro Wilton de (org.). Sujeito, o lado oculto do receptor. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 123.