Projeto - Evolução dos Processadores

Na década de 40,
todos os computadores do mundo
eram gigantescos e caros, custando vários milhões de dólares,
e agregando tudo o que havia de mais avançado em termos de
conhecimento humano. Pois bem, vendo de hoje, pode parecer
ridículo que qualquer calculadora de mão possa ter um poder de
processamento equivalente ou superior ao de um Eniac, que só de
manutenção custava quase 200.000 dólares por dia, mas os
supercomputadores continuam existindo, tão grandes e caros
quanto um Eniac, porém incomparavelmente mais rápidos do que os
micros de mesa, como o que você está usando neste exato
momento.
Os
primeiros supercomputadores começaram a surgir na década de 60,
alias uma década de muitos avanços, já que no final da década
de 50 foi feita a transição das válvulas para os
transístores. Cada transístor era centenas de vezes menor que
uma válvula, era muito mais durável e tinha a vantagem de gerar
pouco calor.
Todos
os computadores da década de 60 já utilizavam transístores, o
que permitiu o desenvolvimento dos primeiros minicomputadores.
Naquela época, minicomputador era qualquer coisa do tamanho de
um armário, com uma capacidade de processamento inferior ao de
uma agenda eletrônica atual, e das mais baratinhas.
Na
década de 70 surgiu uma nova revolução, os microchips,
formados por alguns milhares de transístores. Um microchip
sozinho oferecia uma capacidade de processamento equivalente à
de um minicomputador, mas em compensação era escandalosamente
menor e mais barato. Surgiram então os primeiros
microcomputadores.
Os
supercomputadores da década de 70 já eram centenas de vezes
mais poderosos do que os produzidos uma década antes, os
principais modelos foram o CDC 7600, o BSP, produzido pela
Burroughs e o ASC da Texas Instruments.
Estes
sistemas atingiram a marca de 100 megaflops, ou seja, 100
milhões de cálculos de ponto flutuante por segundo. Esta é a
mesma capacidade de processamento de um Pentium 60, a diferença
é que o Pentium surgiu quase 20 anos mais tarde.
No
final da década de 70 sugiram os supercomputadores Cray,
produzidos pela Seymour. O primeiro da linha, chamado de Cray 1
processava 100 megaflops, porém o Cray-XMP atingiu a incrível
marca de 1 Gigaflop, no início da década de 80. Esta é uma
capacidade de processamento próxima à de um Pentium II 350.
Os
supercomputadores desta época foram usados principalmente na
corrida espacial, aliás eles foram os principais responsáveis
pelo sucesso do programa espacial Americano sobre o Russo. Uma
viagem espacial demanda um número absurdo de cálculos. Os
Americanos tinham computadores melhores que os Russos, o que
antecipava seus lançamentos. Porêm existem doenças vindas da
informática.