Distribuição de Renda


Por: Vinícius Silva Couto Domingos

Ao analisar as três teorias econômicas fica difícil definir qual é a que melhor se encaixa nos parâmetros do desenvolvimento brasileiro, principalmente de São Paulo. Uma coisa é certa todas elas são válidas. São opiniões completamente opostas, possuem seus prós e contras.
A teoria que explicaria melhor a distribuição de renda em São Paulo é a de Bresser, teoria desenvolvimentista ou Keynesiana. Com a superposição em um curto espaço de tempo da Primeira e Segunda revolução industrial, houve uma falta de administradores do nível médio. Com isso os técnicos e administradores desse nível foram os que apresentaram maior nível de desenvolvimento, e à medida que esses profissionais foram assumindo o controle das organizações burocráticas a que pertenciam foram se tornando tecnocratas. Ou seja, os maiores detentores da renda passam ser os profissionais que possuem o conhecimento técnico. Podemos ver um exemplo claro disso no atual mercado de trabalho, que cada vez mais exige qualificação de seus empregados, quem deseja ter uma certa estabilidade financeira atualmente no mínimo deve cursar uma faculdade. Coisa que a uns trinta anos atrás não era tão necessário. Podemos notar não só uma má distribuição de renda mas também uma grande concentração da mesma; em um país onde a educação não é priorizada, a tendência é que cada vez mais seja remota a possibilidade de uma mobilidade social para as classes baixas. As únicas pessoas preparadas para o futuro mercado de trabalho, são aquelas que tem a possibilidade de usufruir o ensino particular, ou seja, apenas uma minúscula parcela da população brasileira.
Podemos aceitar também o fator da oferta inelástica de Langoni, ao invés de dar um salário bem remunerado para os operários de uma fábrica, por exemplo, o presidente ou dono da mesma prefere contratar mais funcionários aumentando o lucro da fábrica mas mantendo os mesmos salários para os operários que tiveram uma grande participação nos negócios. Alimentando cada vez mais os alicerces da pirâmide social. E a estrutura tributária exposta por Singer.
O grande fator em comum em ambas as teorias é que elas admitem que há uma má distribuição de renda não importa a maneira na qual ela é justificada.
Ao longo desse trabalho foi possível notar que a distribuição de renda envolve uma série de fatores, não basta uma boa administração política se não houver um bom planejamento econômico e vice-versa. E acaba acarretando uma série de outros, como a falta de emprego, a desigualdade social, a impossibilidade de uma mobilidade social e etc.
A renda foi feita para interagir com a sociedade, facilitar e possibilitar que todos pudessem caminhar juntos, em diferentes passos mais o importante e sempre estar em movimento.
A economia nem sempre possui uma fórmula para todos os problemas, para isso um outro fator deve ser introduzido na distribuição de renda, o fator Humano. A população vem cada vez mais esquecendo de que são seres humanos e que possuem uma racionalidade diferente da racionalidade econômica e que em certas ocasiões é preciso agir irracionalmente movido por impulsos de solidariedade ou sentimentos de humanidade para manter o movimento do grupo. E nunca se esquecer também da educação que é um fator determinante para a distribuição de renda. Garantir uma boa educação para a população, é fazer com que ela tenha ferramentas para um dia alcançar um nível superior de vida.
Mas infelizmente o mundo em que vivemos não é inocente, fácil seria se somente tivéssemos que lutar pela educação etc. Existe uma coisa chamada corrupção. E ainda não inventaram nenhuma fórmula que a combata.

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