VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A violência contra a mulher pode acontecer de diversas maneiras. Existe a violência física, que é quando uma mulher é espancada, trancada dentro de casa, proibida de trabalhar, é ameaçada com armas e quando não recebe assistência de saúde quando grávida ou doente. Também existe a violência sexual, quando a mulher é forçada a ter relações sexuais por não querer ou não estar em condições (ex:doença), é forçada a praticar atos sexuais que não lhe agrada, e quando é criticada exageradamente pelo seu desempenho sexual. A violência psicológica acontece quando a mulher é desrespeitada, acusada de ter amante sem provas, é impedida de trabalhar, manter amizades, estudos..., é rejeitada por seu corpo e é impedida de manter afeto.

 

Causa da violência Países
Infidelidade feminina Brasil, Chile, El Salvador, Cingapura

Colômbia, Venezuela e Israel

A mulher não cuida da casa e dos filhos Egito, Nigarágua e Nova Zelândia
A mulher se recusa em ter relações sexuais Gana, Israel, Egito, Nicarágua e Nova Zelândia
Mulher desobedece o marido Egito, Índia e Israel

 

Um estudo realizado em São Paulo, buscou traçar perfis da mulher agredida e do casal nesta cidade. Concluiu-se que:

 

Idade da mulher agredida porcentagem de ocorridos
entre 30-40 anos 50%
entre 20-30 anos 30%

 

Tempo de convivência do casal porcentagem de ocorridos
entre 10 anos 50%
entre 1 e 10 anos 40%

Sendo que 60% dos casais permanecem juntos.

 

Os agressores de uma ou mais mulheres, na maioria das vezes, é parente em primeiro grau da vítima, sendo que mais da metade é marido, pai ou filho; a outra parte se divide em dois grupos que representam 21% cada um: namorados ou ex-namorados e conhecidos ou vizinhos.

Na nossa sociedade, como o homem costuma ser mais bem remunerado, propicia-se a ele uma sensação de que ele é o responsável pelo lar, e conseqüentemente "ganha" o direito de agredir uma mulher deste lar, mãe ou filha. Isto fica ainda mais crítico quando o homem passa a sentir propriedade, por exemplo: sua esposa vai abandoná-lo e ele mata por que se ela não vai ser dele não vai ser de mais ninguém. A impunidade que cerca o sexo masculino agrava este quadro.

A realidade mostra que muitas mulheres, além de serem segregadas no mercado de trabalho, são as principais vítimas de agressões sexuais. Elas sofrem de dupla opressão: no mercado de trabalho estão, na média, em piores ocupações, são discriminadas nos processos de admissão, promoção, capacitação e ocupação de cargos de chefia, sofrem com o assédio sexual e o constrangimento sexual por parte de seus superiores; as mulheres sofrem agressões físicas, ameaças de morte e estupro.

 

Bibliografia:

www.pernambuco.com/mulher/violencia.html

www.maringa.pr.gov.br/assessoriamulher/violencia_mulher

www.ibese.br/paginas/artigoviolencia.html

www.iser.org.br

 

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