A HISTÓRIA DAS POLÍCIAS NO BRASIL

 

A polícia brasileira teve suas origens nas províncias imperiais, em uma tentativa de ajudar e organizar as pessoas que enfrentavam as crises relacionadas ao domínio português, que não paravam de se agravar.

O grupo militar responsável pela segurança foi organizado, em 1825, como frota policial por D. Pedro I, para boa ordem e aparência das terras brasileiras. Com o passar dos anos, o corpo foi dividido em dois grupos: 1- responsável por polícia ostensiva e preventiva (atual Polícia Militar) e 2- responsável por polícia judiciária (hoje, Polícia Civil).

No período de 1964 a 1985 (ditadura militar), os funcionários da segurança pública trabalharam para reprimir, de forma radical, as manifestações populares. Do fim deste período até o presente, as polícias vêm buscando uma nova política de trabalho e de relação com a população, e, então, aparecem os dois extremos: uma polícia preparada para o trabalho com o público e uma polícia que continua extremamente arbitrária e que atrasa o progresso da outra parte da polícia.

Na verdade, estas etapas apontam para o progresso, que, embora lento, está de acordo com as etapas que as polícias de outros países encontraram. O erro, no Brasil, está no atraso que as polícias enfrentam, de acordo com a história do país, em passar pelas três etapas.

A RELAÇÃO ENTRE AS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR

 

Muita gente imagina que o preconceito entre a Polícia Militar e a Polícia Civil existe por causa das tradições, mas não é só isso; existem policiais de alto escalão, em ambas polícias, que se utilizam das regras de cada uma e outras oportunidades para passar aos funcionários de cargos menores uma ideologia que subestima a outra polícia. Isso acontece porque é vantagem para ele (que passa a ideologia) alimentar a rivalidade entre as polícias, pois com a desestruturação geral da segurança nas ruas, as empresas de segurança se beneficiam, e, geralmente, os funcionários de grande escalão estão ligados a essas empresas.

Para ilustrar esta situação podemos pegar o caso do empresário Washington Olivetto, em que uma polícia culpava a outra enquanto o caso não havia sido concluído. A rivalidade continuou quando a população começou com maus comentários sobre as polícias, e uma culpava a outra por mau atendimento e pela situação de falta de segurança do Brasil. Ao lado, uma foto do empresário Washington Olivetto, após entrevista no auditório da Faap, sobre os 53 dias em que ficou seqüestrado

 

A UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS

 

A unificação das polícias seria uma solução para este e outros problemas, como excesso de gastos e a demora (devido à desorganização) que as polícias têm em atender a população. Para que a unificação venha a ocorrer, é preciso que:

-Sejam extintos os tribunais e as auditorias militares estaduais.

-Haja uma única lei ou regulamento para toda a polícia estadual.

-Haja uma investigação preliminar, sem indiciamento.

-As polícias militares se desvinculem do Exército (como reserva).

-Haja um piso salarial para toda a instituição.

-Os órgãos periciais sejam vinculados ao Poder Judiciário.

Com todos esses critérios, há de melhorar a qualidade do serviço de segurança da população.

 

 

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Camila A. M. de Camargo

Inaê S. O. Barradas

Escola da Vila 2002